Andamos muitas vezes com um cheiro estranho nas nossas roupas e/ou no nosso cabelo... Ainda esta semana, acabadinha de sair do banho, de lavar e secar o cabelo e pimba, um grande bolsado em todo o lado esquerdo da minha cabeleira farta!
terça-feira, 28 de abril de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Nepal - Abril 20115
Cada vez que vejo as imagens da tragédia na televisão, fico horrorizada... Muita força a todos os nepaleses.
(É bom ver o mundo a unir-se perante situações extremas destas, 40 países já enviaram ajuda humanitária e como eu gostava de também poder ajudar...)
Há uns dias a minha Mãe disse-me que a felicidade não é sempre fácil de alcançar, mas que são essas dificuldades que nos fazem aprecia-la com maior afinco quando lá chegamos. O que ela diz é verdade, é um facto. Não que ache que esse preceito seja direcionado única e exclusivamente para a felicidade, mas de uma forma geral, a tudo o que alcançamos ao longo da vida. É obvio que tudo aquilo que não nos é dado de mão beijada acaba por ter outro valor, um outro sabor.
Também é verdade que é impossível sermos sempre plenamente felizes, a vida é feita de altos e baixos e a felicidade propriamente dita, é um estado de alma e por isso mesmo, por vezes alcançada e outras vezes não, para além de que nós também temos que a trabalhar e fazer para que a atinjamos.
Desde o final do ano passado que eu e o G. temos passado por alguns contratempos, por momentos difíceis e nem sempre tem sido simples a adaptação a essas dores. Para além de todas as situações que neste momento prefiro nem pensar muito, aconteceu-nos ao mesmo tempo o nosso bem mais precioso, a Concha nasceu e todos os dias nos apaixonamos um bocadinho mais por ela, se é que isso é possível; mas obviamente que também "esta circunstância" nos tem criado uma necessidade de adaptação a uma nova vida, o que por vezes também não é fácil, pois as mudanças são mesmo muitas, inimagináveis por quem não tem filhos.
Que quero eu com isto dizer?! Desde Outubro que a nossa vida tem tido altos e baixos, reviravoltas constantes e não tem sido simples para nós também, enquanto casal, enquanto companheiros, todas estas adaptações. É preciso realmente funcionarmos como parceiros sólidos e fortes, para que tudo não desmorone ou entremos num clima de irritação, pressão, tristeza e de chatices constantes; é preciso trabalhar a relação todos os dias, mesmo quando sentimos que a falta de forças não nos deixa, é preciso que não nos esqueçamos do que sentimos e do que nos une.
Hoje tenho a sensação que a tempestade passou e que os próximos tempos serão de bonança, que talvez nos tenhamos encontrado em todas as adaptações que a vida nos exigiu, que a felicidade está aí à porta e que vai entrar em força!
Não foi com certeza a nossa última "crise", mas não há nada mais importante que a nossa capacidade de ultrapassar as dificuldades. A amizade, o companheirismo e o amor que nos une vence e é por isso mesmo que o G. é o homem da minha vida, porque nos completamos, porque sabemos galopar os momentos difíceis, porque chega aquele dia em que realmente nos ouvimos um ao outro e temos a certeza que nada é mais importante que saber viver mesmo com os defeitos do outro e que o que queremos acima de tudo, é estarmos juntos e sermos felizes (tão simples quanto isso), até porque não sabemos mesmo quanto tempo estaremos por cá (a vida já nos provou isso) e portanto, é deprimente protelar os dias "infelizes".
Devo à parte de tudo isto acrescentar que, lá está, com todos estes novos ênfases na minha vida, mesmo querendo muito, não tem sido fácil manter este cantinho, por vezes realmente por falta de tempo, noutras vezes, por pura e simplesmente não ter vontade nenhuma, mas tenho que contrariar estes fatores e obrigar-me a não esquecer que gosto muito de aqui escrever, de reler momentos anteriores, que às vezes são esquecidos. É uma terapia e por me fazer bem, virei todos os dias escrever aqui, nem que seja uma frase, mas virei! Faz-me bem, traz-me felicidade, faz-me rir, descomprime-me e por isso, mesmo quando estiver a cair em cima das teclas do computador, cá rabiscarei qualquer bojarda.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Momentos da Vida!
Ontem fizemos uma surpresa a uma tia-avó que vive em Sintra, que se deliciou com a Concha, com a minha avó e mãe, pois não esperava nada a nossa visita.
É bom ainda sermos surpreendidos aos 91 anos, é bom ter quem tanto goste de nós aos 91anos, é bom ter quem se preocupe connosco aos 91 anos. Foi um dia maravilhoso, estava um tempo magnífico, a companhia deliciosa, um reencontro familiar com aqueles com quem tão poucas vezes estamos. O almoço na praia das Maçãs, mesmo sobre a praia, foi a cereja no topo do bolo e o chantili no topo da cereja, foi a minha avó ter vindo conhecer a minha casa, que era algo que ela tanto queria, foi como se um desejo seu se tivesse realizado.
É tão bom poder proporcionar momentos de felicidade aos outros, principalmente aqueles que talvez, devido à idade, já não esperam muito da vida. Poder ver o sorriso sincero nas suas caras, a lágrima sentida no canto do olho, a alegria contagiante!
Faz-me pensar que é tão fácil agradarmos quem nos rodeia, quem gostamos, a maior parte das vezes, basta um sorriso ou um gesto amigo e não custa nada!
terça-feira, 14 de abril de 2015
Conselho (Semanal, que espero levar para a vida)!
Esta semana, a minha agenda diz o seguinte:
"Não grite tanto, faz mal á voz (mas coma mais chocolate)
Não se culpe muito se grita com os seus filhos, porque há dias em que eles nos tiram do sério, e é bom que percebam isso, mas, na semana do Dia da Voz, pode propor uma semana de tréguas."
E que não seja só na semana do Dia da Voz! Quanto aos chocolates, que sejam "só" nesta semana! ;)
domingo, 5 de abril de 2015
Feliz Páscoa para todos!!!
(Logo à imagens da primeira Páscoa da Concha)
Entretanto, fica aqui uma delícia destes dias:
Estava no Talho esta semana quando ouvi a seguinte conversa - uma menina de uns 4 anos perguntou que carne era aquela que estava na vitrine, ao que o Sr. respondeu:
- é um coelho.
- [Menina] Mas os coelhos matam-se para os comermos?
- [Sr.] Sim.
- [Menina] Mas não podem matar todos os coelhos, porque se não, não há Coelho da Páscoa!
Estou desejosa que a minha Concha se saia com umas destas!!! lol
sexta-feira, 27 de março de 2015
Coração de Mãe palpita todos os dias!
Nem acredito que logo já vou dar uns beijos apertados nestas bochechas!!! Ansiosa!
(Fotografia de ontem)
Jantarada#3 na nossa casa
Ontem o LP, a M. e a pequena L. vieram cá jantar e eu quis receber bem, com todos aqueles pormenores que nos ensinam e que achamos que são uma treta e que nunca vamos fazer, mas depois, anos mais tarde, cá estão eles (Concha, não podes ser tão refilona como a Mãe, quando te explicar alguma coisa).
A ementa estava já ditada desde o dia anterior: Coelho à Moda da Bimby, a acompanhar com Batata Doce Frita e, Abóbora e Quiabo salteado; a sobremesa era a cargo dos convidados e de entrada, um pâté e um chouriço.
Tudo correu pelo melhor, sem contar com as críticas do G.: é pouca comida, a Verduxa é sumítica quando vêm cá pessoas a casa, o coelho não tem carne que se coma e blá, blá, blá... O homem não é fácil de contentar!
Já tínhamos prometido o jantar há bastante tempo e finalmente concretizámos o prometido e aproveitámos e demos também o nosso pequeno mimo à baby L., que nasceu a 31 de Janeiro e estava já a ganhar pó cá por casa.
Curiosidade:
A baby L. estava para nascer por volta do dia 20 de Janeiro, inclusivamente, o LP e a M. souberam que iam ser pais, ainda algum tempo antes de nós. Chegámos-nos a encontrar as 2 de barrigona pouco tempo antes da Concha nascer e longe estávamos nós de adivinhar que a L. nasceria no dia inicial previsto para a Concha e esta tão cedo... Ainda ontem falámos de que quando me foram visitar à Maternidade, era a qualquer momento e a pequerrucha ainda acabou por estar no bem bom, mais ou menos, 15 dias.
E é engraçado ver o que praticamente um mês faz de diferença nos bébés: a Concha nasceu antes do tempo, magríssima e hoje, quando lhe pego, há braços para que te quero; a L., que esteve a marinar até às 41 semanas, ainda é magrinha, magrinha, peso de pluma, até parecia que já nem sabia pegar num bébé tão pequenino... Ou então, a Concha vai ser mesmo uma mulher de sustento, que não recusa nada! Cá entre nós, tem bem a quem sair*!
* ao Pai e toda a costela da família paterna da Mãe
quinta-feira, 26 de março de 2015
SJP
Eu achava a Sarah Jessica Parker a mais fashion, a Sr.ª Tendências, aquela que estava sempre bem, um ícone a seguir ou pelo menos, a tentar imitar, mas não é que aquilo em que acreditei durante mais de 10 anos ontem caiu por terra quando estava a ler o post que a Pipoca Mais Doce fez sobre os seus 50 anos, quer acreditem quer não, não gostei de praticamente nenhum conjunto que ela usou (dos que a Pipoca postou).
Até mesmo eu, ainda estou a recuperar do choque de uma das minhas musas, deixar de o ser... É o fim de uma relação que já dura há uns tempos largos!
quarta-feira, 25 de março de 2015
Sobre a Segurança Social...
Engano meu pensar que aqueles que reclamam com as instituições públicas deste país, também são sempre uns exagerados, que só sabem é falar mal. Estavas tão enganada Verduxa, mas tão enganada!
A minha criança nasceu a 10.01.2015 e exatamente 1 mês depois, dirigi-me à SS de Coimbra para submeter os papéis para a Parentalidade e quer acreditem, quer não, à data de hoje ainda não recebi um tusto - eu não sei de que é que esta gente quer que eu, a minha filha e o meu marido vivamos, mas de ar, com certeza, que não deve ser.
Com tamanha demora, no dia 20 de Março comecei a achar que era um bocadinho de mais e resolvi ir ver o que se passava; por volta das 12h chego à SS e sou o nº 202 (toma que já comeste); quando chega a minha vez, dizem-me que tendo em conta que resido em Lisboa, os papéis foram enviados para esse Distrito nesse próprio dia, pois é aí que irão dar andamento a todo o meu processo. Continuei sem perceber o porquê de tanto atraso, uma vez que os correios não devem demorar mais do que 2 dias (acho eu), mas enfim, ao menos, deram-me uma resposta.
Claro que tenho que perguntar pela situação do G., tendo em conta que ele ainda tem a residência em Coimbra e não é que quase que caio da cadeira quando oiço a resposta: depois de tratarem da minha situação, vão enviar novamente os papéis para Coimbra, para depois darem seguimento à licença dele. Rio?! Choro?! Atiro-me da ponte abaixo?! Emigro?! Berro?! O que é que faço?!
Hoje bem cedo vou à SS em Lisboa (8h30 da manhã e sou o nº 104 - toma que já comeste outro prato de sopa), onde me dizem que ainda não têm qualquer informação registada no sistema e pedem-me para voltar no início do mês de Abril e eu, com muita paciência, lá acato com o que me mandam fazer (a maternidade ter-me-á dado doses extra de paciência, pergunto eu?!).
Mas essa paciência extra tem limites e se no dia 1 de Abril não me sabem dizer nada, levo tudo à frente - ela vai ser: livro de reclamações, história para a TVI e ainda me hei-de lembrar de mais alguma coisa. Pobre da coitada Senhora que me atender nesse dia, pois aquela gente mal educada que tenho a certeza que aturam diariamente, vão ser anjos ao pé de mim!
Eu nem faço mais nenhum comentário sobre o assunto, que só de explicar brevemente toda esta situação, já me sobem os calores. Não quero falar sobre o funcionamento do país, sobre as burocracias que impõem, a má formação dos funcionários em geral e/ou desmotivação dos mesmos e muito menos, sobre o ridículo de toda esta situação, pois para além de hoje em dia querer ser uma pessoa zen (ou pelo menos, tentar sê-lo), quem é de igual modo inteligente não precisa que explicite o estado da nação ou o ridículo de tudo isto, pois tenho a certeza que neste momento não é preciso acrescentar nada, basta um olhar (neste caso, uma leitura neste texto)!
terça-feira, 24 de março de 2015
A vida muda#1
Ter um filho leva a muitas alterações na vida dos Pais, principalmente para pessoas bem independentes e sociais como eu e o G.. O balanço é positivo, como é óbvio, mas o nosso pensamento e raciocínio nunca mais volta a ser o mesmo, é preciso ter consciência de que há coisas das quais temos que "abdicar" e que as nossas prioridades alteram bastante.
Nós tentamos fazer a nossa vida o mais normal possível e não nos deixamos levar por pensamentos do género: "não vou aqui ou ali, porque tenho uma casa para levar às costas" ou "agora não podemos fazer isto, porque só vamos dar banho à Concha às 23h", etc., etc.. Contudo, há ajustes a fazer e por exemplo, hoje fui ver um ginásio aqui perto de casa e para mim, pagar €58/mês, é sinónimo de ter de o frequentar 3 a 4 vezes por semana, ao que o G. me chamou à razão: uma pessoa na melhor das hipóteses, não vai chegar a casa do trabalho antes das 18h30/18h45, sendo que daqui a uns tempos ela terá de ir para a cama no máximo às 21h, se for ao ginásio 4 dias por semana, são 4 dias que não a vou praticamente ver... É isto que quero?! Claro que não!
Solução: aproveitar o facto de viver perto da praia, aproveitar o clima que temos, aproveitar a Primavera e o Verão que estão aí e chegar a casa, pegar na Concha e ir fazer caminhadas para a Marginal e tentar, daqui a uns tempos, pelo menos 2 dessas vezes, fazer uma corrida.
A partir de Abril minha gente, a não ser que chova a potes, é verem uma miúda e uma graúda bem giras, que nem umas loucas, a passearem pela Marginal!
No Inverno, logo se vê! Nada de sofrer por antecipação...
Uma semana sem a Concha... Uma eternidade...
Esta semana eu e o G. estamos em Lisboa sozinhos, a minha Mãe está de férias e aproveitei para descansar um pouco da azáfama do dia-a-dia com uma criança de 2 meses nos braços. Já estou cheia de saudades da minha Concha, mas estava mesmo a precisar de fazer outra coisa para além de dar biberão, esterilizar biberão, trocar fralda, pôr a arrotar, todo o processo de vestir o pijama ou de a vestir de manhã, aparar os choros e cada vez que é para sair de casa, pensar num saco imenso que é preciso levar, não vá o diabo tecê-las, mais o constante monta carrinho vs desmonta carrinho...
Há quem possa achar que sou uma mãe desnaturada, mas para a minha filha estar bem, eu também tenho de estar e estar dia após dia com uma criança que requer o máximo da nossa atenção, é desgastante. Sou mãe, mas também sou um ser humano que precisa de fazer muitas outras coisas e quando se está sozinha numa casa com uma filha, é quase impossível fazer essas muitas outras coisas, mesmo sendo a Concha um doce de menina, calma, que chora muito pouco e que adora andar na rua!
Já para não falar de que eu e o G. também estávamos a precisar de algum tempo a sós. Uma criança, pode mesmo desgastar uma relação, não é fácil e portanto, nada como habituar a nossa pequerrucha a estar com os avós e as tias, que estão completamente loucos por a terem, por uma semana, só para eles.
Entre as muitas coisas que tenho a tratar, acabo por fazer as coisas ao meu ritmo, de desanuviar um pouco as minhas costas de tanto peso que ultimamente carrego (pois quero que a Concha vá sempre comigo para todo o lado) e confesso, arejar a cabeça! Não invalida isto que não esteja a morrer de saudades, com vontade de apertar aquelas bochechas que são só dela e de ir para cima a correr e matá-la com beijos fortes e repenicados, mas durante esta semana, eu tenho que me contentar com as trezentas mil fotografias e vídeos que estão incumbidos de me enviar.
(e estes meus dias vão ser assim, com fotografias de todos os momentos e mais alguns)
segunda-feira, 23 de março de 2015
O Regresso!
Quase 3 meses depois, estou de volta e com a minha filhota já também praticamente a fazer 3 meses. Desde de Outubro que muitas surpresas desagradáveis, tristes e chocantes tomaram conta da minha vida e houve dias mesmo muito difíceis, mas entretanto, a minha Concha chegou e o meu mundo ficou totalmente cor-de-rosa!
Talvez num outro dia, fale um pouco de todos os acontecimentos que ficaram para trás, mas hoje é dia de dizer que tenho um filha linda, saudável, sossegada e a crescer a olhos vistos. Estou apaixonada!
Voltei e a partir de agora, passaremos a ser duas a comandar este cantinho - eu e a minha Concha!
(Imagem de hoje)
Este post é dedicado à Lydia, que me tem "chateado" constantemente para voltar a escrever, bem como à minha Mamy e à B., que também me incentivam a fazê-lo, todas as semanas.
Até amanhã!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
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